Conselhos – without subject

22maio09

42-20093359“Amiga,

Você já começou o e-mail ‘errado’… o que a gente tá pensando? Se a gente tivesse pensando merda, FODA-SE (bem grande), buuuuuut somos suas amigas e jamais pensaríamos de você algo que fosse motivo de preocupação da sua parte. Minha félha, crise todo mundo tem, até a mais sólida das pessoas, e ela não escolhe momento certo pra vir, pelo contrário, vem nos mais improváveis. Há epocas na vida em que um simples tropeço na rua pode desencadear uma crise (que dirá um problema realmente importável). Sofrer por antecedência, lamento informar, também não é um privilégio seu. E ter medo, se achar covarde? Ó, pior ainda… é mais comum do que você imaginava. Resumindo, VOCÊ NÃO É UM ET. Você simplesmente está passando por dilemas existenciais que toda pessoa que tem o mínimo de sentimento e raciocício passa! Ok, é um saco, a gente se sente uma amebinha, mas… pois é, não somos os únicos, e tão inesperada quanto vem, a crise vai, mas com uma diferença: o ‘ir’ depende mais da nossa vontade do que o ‘vir’. As coisas nem sempre estão sobre o nosso controle, mas… imagina se estivessem? A vida seria um tédio, me poupe. Nada ia dar errado, todo mundo ia ser feliz e o mundo ia implodir de tão nojento que ia ser. Quer saber? Faz parte! Por mais clichê que isso possa parecer, é fato que tudo isso faz parte do seu processo de amadurecimento, que é constante. Quer parar de ter problemas desse tipo? Estacione e coloque um ponto final na sua vida. Fique es-tag-na-da e não terá mais com o que se preocupar, porque você NÃO IRÁ VIVER… viver é isso. É um saco durante um tempo considerável, mas a parte boa faz valer todo o perrengue que a gente passa. E não adianta quantos perrengues nós tivermos que passar: enquanto estivermos dentro dele, vai parecer que não tem solução, que somos feias, fracassadas, que tudo dá errado (e é só com a gente), que somos problemáticas e que, se a gente sumisse, metade dos problemas do mundo seriam resolvidos. Aí a crise passa, a gente olha no espelho e rimos de nós mesmas, do quanto fomos bobas e do quanto aquilo (AQUILOOOO), que parecia ser um problema gigantesco, era uma formiguinha no nosso Oscar de la Renta (iés, porque um dia seremos tão bem sucedidas que comprar um desses será como adquirir uma sandalinha na feira do Mineirinho).
Três conselhos:
1) Se ame! (A gente te ama – e muito – exatamente do jeito que você é do jeito que quiser ser. Mude o quanto quiser, desde que isso agrade VOCÊ antes de qualquer outro).
2) Continue na terapia (Jesus, essa mulher estava com Maomé quando ele recebeu a tábua dos 10 mandamentos… impossível! haha) e conte sempre com suas terapeutas particulares (us!)
3) Pare de achar que, se não fizer o que você acha que os outros esperam de você, estará decepcionando-os (Todo mundo que REALMENTE importa, quer o seu bem. Nem sempre é vergonhoso não conseguir e nem sempre é motivo de mérito o contrário… deprimente é não tentar e, isso, você nunca deixou de fazer. Como diria o meu amigo Steve Jobs – haha, meu chegado – ‘[…] você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja’… O CARA, né? Pensa nisso. Eu me lembro muito bem que, a primeira vez que não passei no vestibular na Federal daqui e voltei pra Conquista, me senti “a” fracassada. Eu não queria ver ninguém, não queria conversar com ninguém, eu achava que todo mundo ia olhar pra mim com olhos de decepção, porque era assim que eu me sentia, uma perdedora por não ter conseguido aquilo que todos acreditavam e queriam que eu conseguisse – principalmente o meu pai, que sempre acreditou tanto em mim – … BURRINHA eu, né? Todo mundo tava morrendo de saudade, dando muito valor ao fato de eu ter tentado e felizes com a minha volta. Em nenhum momento uma só pessoa que me importava me olhou como se eu fosse uma perdedora… pelo contrário, depois que tirei essa “venda” de mim, vi que todo mundo tava me incentivando a seguir o caminho que eu me sentisse melhor, qualquer que fosse ele. Lembra disso, ok? E lá vou eu, fechar meu parênteses gigantesco).

Beijocas,

Nati”

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