acasamente.

16out09

Talvez tenha sido por um acaso.

Bebi um gole a mais e a linha entre o ‘me conter’ e o ‘me deixar levar’, que era tênue, inexistiu. Talvez eu tivesse escolhido assistir a um pouco mais de TV do que entrar ali e te ver. E você poderia ter falado comigo e eu poderia ter te ignorado. Mas você, de modo peculiar, falou, se destacando entre os demais e, mesmo sem saber, eu já percebia que era diferente. Talvez eu só dissesse “não tenho celular” ao invés de arranjar um número no qual você pudesse me ligar – e era só como amigos, o tempo todo. Ou eu não tivesse bebido aquele gole e minha aceptividade fosse grande o suficiente pra ficar no mesmo lugar, por horas e horas. Talvez, eu nem gostasse daquela banda; ou gostasse tanto a ponto de não permitir que outrem me distraísse.

E talvez eu não tivesse te olhado e sentido algo diferente, que nada tinha a ver com o álcool em mim – tudo continuou rodando, mas estava lindo. Quem sabe eu não tivesse te arrastado comigo por todo aquele espaço, à procura de um banheiro. Ou sequer tivesse pulado de mãos dadas com você no meio da multidão no caminho – sem perceber. Talvez eu nem tivesse notado a sua cara de sapeca me olhando, e eu nem tivesse gostado. E talvez eu tivesse percebido o que estava prestes a acontecer e tivesse evitado – ei! eu percebi, e não evitei.

Talvez, ao perceber toda a diferenciedade presente em você, eu já tivesse desistido ali de todos os desafios – ou dissesse não, quando perguntada se eu te queria. Quem sabe eu não tivesse ido àquele bar, quem sabe não tivesse te abraçado naquele corredor, quem sabe eu nem teria te notado do meu lado o tempo todo.

Talvez eu me tivesse ido sem olhar pra trás – e fui – e não teria voltado jamais – mas voltei. Ou talvez eu não tivesse sensibilidade o suficiente pra perceber que, de fato, era diferente e, como tal, não seguia regras. Talvez eu tivesse preferido assistir àquele DVD, não ir ao show ou os iguais.

Talvez tenha sido o acaso.

Na segunda, um blogueiro indica um tema; na quinta, você confere o mesmo tema de perspectivas diferentes. Por acaso, essa é a trupe:

amanda oliveira . ana maria . andré pacheco . izabel pompermayer . lara marx . rafael glass . rodrigo casales . victor godoi

imagem daqui.

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2 Responses to “acasamente.”

  1. 1 Rafael

    por acaso vc estudou na mesma sala que eu desde o 1º ano… ainda bem, ufa!!!

  2. o mais louco do acaso é que ele parece ter um motivo certo, precisa de um “por que fui perguntar as horas logo pra aquela pessoa” e esta ausência de explicações é a única explicação pra que ele seja o acaso


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